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ABSENTEÍSMO OU PRESENTEÍSMO: QUAL O MAIOR CUSTO?

Postado por Ricardo Toscano em 10/01/2013 21:45:00


 
 
No passado, a perda na produtividade esteve sempre e tão somente associada às faltas dos funcionários ao trabalho. Hoje, no entanto, já sabemos que a queda na produtividade ocorre inclusive quando se comparece à empresa com algum problema de saúde, e que doenças crônicas tanto produzem impacto significativo, como aumentam os custos da assistência médica.
Estamos falando do presenteísmo, termo pouco conhecido e usado para designar aquela situação na qual uma pessoa embora esteja no trabalho, em razão de algum problema de saúde não consegue trabalhar plenamente. Não se trata, pois, de má-fé, tampouco de “má-vontade”. Parte-se do princípio de que os funcionários levam a sério o trabalho e que a maioria deles, se possível, pretende seguir trabalhando.
Como o presenteísmo nem sempre é aparente, muitos pesquisadores têm se dedicado ao tema e já afirmam que esse chega a ser um problema muito mais oneroso do que outro redutor de produtividade, o absenteísmo, este caracterizado pela ausência espontânea ou forçada do empregado, por doença ou qualquer outro motivo.
Com freqüência, os problemas médicos na raiz do presenteísmo não são de alta gravidade, tendo em vista que o trabalhador continua a freqüentar a empresa. Costumam se resumir a doenças crônicas ou episódicas tais como alergias sazonais, asma, enxaqueca, dor nas costas, artrite, problemas gastrointestinais, cólicas menstruais e depressão.
Todavia, justamente essas doenças, que as pessoas levam consigo ou adquirem no trabalho, costumam ser responsáveis por uma perda maior da produtividade, seja porque afetam o volume de produção, seja porque afetam sua qualidade.
Empresas estrangeiras já reconheceram o problema e começaram a tentar combatê-lo. Nos EUA, estudos amplamente divulgados na última década tentaram quantificar o impacto das doenças em geral sobre a produtividade e chegaram a conclusão de que o custo total do presenteísmo por lá é da monta de mais de US$ 150 bilhões ao ano.
Corroborando com a tese de que o presenteísmo é muito mais oneroso do que o absenteísmo em virtude de doenças, a revista British Medical Journal publicou recentemente um estudo destinado a analisar licenças médicas de curta duração, condição de saúde e risco de doenças cardiovasculares entre cerca de 10.000 trabalhadores da área pública.
Os pesquisadores identificaram risco duas vezes maior de doenças coronarianas sérias entre funcionários com baixa condição de saúde e sem faltas ao trabalho quando comparados aos profissionais que apresentavam quantidades moderadas de licenças médicas. A partir disso, concluíram que aqueles que trabalhavam, mesmo doentes, apresentaram maior risco de doenças cardiovasculares e que tal condição, estaria ligada a questões como: (i) trabalhar nessas condições pode agravar o dano psicológico, com conseqüências hormonais e/ou físicas (ii) pode haver agravamento do estresse que passa a atuar em doenças que ainda não se manifestaram ou que estejam em estado inicial; (iii) tal comportamento pode estar associado a uma postura pessoal na qual os sintomas e as questões relativas ao estilo de vida são ignorados e, por isso, a pessoa não procura apoio.
O grande desafio é, desde logo, conseguir determinar o nível da ocorrência de problemas de saúde que prejudicam o desempenho dos funcionários, quantificar a perda de produtividade daí resultante e combater essa queda com medidas de boa relação custo/benefício.
As palavras chaves para o controle da questão são, em resumo: conscientização (dos gestores sobre o problema); identificação (dos problemas de saúde específicos que afetam os funcionários); orientação e educação (programas preventivos).
Os programas de detecção de doenças e de prevenção são indispensáveis nesse processo.
 
Fonte :hvcp .
Palavra chave: odontologia do trabalho, artigos odontologia do trabalho.




Fonte: msc, Ricardo Toscano.